terça-feira, 5 de julho de 2011

META ATINGIDA


Com as corridas tenho aprendido muitas coisas práticas para minha vida, algumas delas são a disciplina, a força de vontade e a perseverança. Não corro para ser mais rápido ou melhor que alguém, corro porque sou apaixonado por corridas, porque tenho prazer em correr, mas nem por isso corro com displicência, sem objetivo, meta e estratégia. Sempre, ao participar de uma prova ou mesmo nos treinamentos eu fixo meu objetivo, minha meta e a estratégia e os persigo até o final. Primeiro temos que entender o que são objetivos, o que são metas e o que são estratégias. Objetivo e meta parecem a mesma coisa mas não o são. Objetivo é o ponto concreto que se quer atingir, meta é a quantificação do objetivo e estratégia é como fazer para atingi-lo. No caso das corridas, meu objetivo é sempre terminá-las, minha meta é em quanto tempo e minha estratégia é conhecer o trajeto e sua altimetria com antecedência e planejar os pontos onde devo forçar mais e onde devo poupar energia para me manter no tempo desejado. O planejamento é ponto fundamental para o sucesso em qualquer atividade que se pretenda realizar, desde a mais simples como participar de uma corrida de rua até a mais complexa como dirigir uma empresa. Sem planejamento é difícil atingir seus objetivos e alcançar as metas estabelecidas e, para tanto, é necessário fazer a aferição durante as etapas do processo para ter a certeza de que se está dentro do planejado. No caso das corridas, a cada km percorrido tem uma marcação onde se pode verificar se com o tempo percorrido até aquele momento é possível cruzar a linha de chegada dentro da meta estipulada. Assim fazendo temos a percepção se a estratégia está sendo cumprida e quais as providências a serem tomadas. 
No portal Administradores.com Raul Candeloro em seu artigo Metas e objetivos: 7 dicas motivadoras diz:
"Encontre uma razão: a maioria das pessoas desiste facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.
Dedicação e persistência: Se você parar para pensar, com certeza vai se lembrar de alguma vez que tentou alcançar um objetivo que parecia impossível, mas com muita persistência e determinação, você conseguiu. Mas só porque você levou aquilo a sério e realmente se dedicou. Ao tomar a decisão de alcançar um objetivo, leve isso muito a sério."
Como cristão, sempre que faço um planejamento busco a direção de Deus e ao terminar o que foi planejado agradeço-o pelo resultado. Quando temos objetivos definidos e realmente queremos alcançá-los, devemos nos lançar em busca deles.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CORRIDA DOS BOMBEIROS 10K - INSCRIÇÃO REALIZADA

Depois de um período de recesso, dia 03/07 retorno ao Circuito Corpore na Corrida dos Bombeiros 10K, nesta que será minha segunda participação. Meu objetivo agora é completá-la em menos de 1 hora. À partir de agora o negócio é intensificar os treinos. A camiseta é linda e vou buscar a minha juntamente com a medalha, com certeza! Até lá!

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

O CORINTHIANO - TAL PAI, TAL FILHO

Não sei dizer desde quando sou corinthiano. Quando me conheci já era. Mas eu sei exatamente o por quê da coisa. Meu pai. Ele nunca me levou ao estádio, nunca me comprou uma camisa do time, nunca me ensinou a cantar o hino, nunca me disse uma escalação, nada. Talvez porque ele mesmo nunca fora ao estádio, nem teve uma camisa, acho que não sabia cantar o hino e acredito que nunca soube a escalação do time algum dia. Mas era corinthiano de coração e isso eu soube desde que comecei a entender as coisas do futebol.
Eu era apenas um garoto nos anos 70 e as coisas não eram nada boas para o Corinthians naqueles dias. Havia muito não ganhava nenhum título importante e meu pai sofria como qualquer corinthiano da época. E foi assim, por solidariedade a meu pai que me tornei corinthiano também. Os garotos da escola, do bairro e até meu irmão que era santista zombavam de mim porque meu time não ganhava títulos. Não era fácil a vida de um corinthiano naquele tempo. O único título de que me lembro foi de um tal torneio Laudo Natel que não tinha valor algum ante os títulos dos campeonatos paulista, brasileiro, libertadores da américa e mundial que os concorrentes vinham ganhando. Mas eu não me importava, se meu pai sofria e suportava, eu também podia fazê-lo, afinal, eu sentia que algum dia a gente seria campeão. E foi em 77 que o tão esperado título chegou, após 23 anos de espera. Meu pai ficou feliz, claro, e eu também. Comemoração juntos nem pensar. Ele era um tipo reservado, de poucas palavras, sisudo quando estava em casa e não demonstrava nenhuma espécie de sentimento afetivo. Fora de casa contava piadas e fazia os outros rirem, adorava uma festa. Nunca entendi seu comportamento e não tinha a oportunidade de perguntar nada porque não havia diálogo, não era possível dizer-lhe que o amava e jamais ouvi de seus lábios que me amava, mas eu sabia que de alguma maneira tínhamos amor um pelo outro. Eu ficava feliz quando o via feliz e ficava triste quando ele estava triste.
Os anos se passaram e muitos outros títulos comemoramos, mas nunca juntos. O máximo que eu conseguia quando ligava para falar com minha mãe e ele atendia era dizer – e aí pai, campeão de novo hein – e ele falava – pois é – e chamava minha mãe ao telefone. Ele se foi no ano 2000, justamente quando nosso time ganhou o título máximo, o mundial da Fifa. De lá pra cá foram muitas alegrias até o ano passado, 2007, quando nosso glorioso timão fora rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Ainda bem que meu pai não viu senão ele iria sofrer e eu sofreria em dobro, por mim e em solidariedade a ele. Mas senti falta por não poder comentar com ele esse fracasso, mesmo sabendo que ouviria apenas um “pois é”.
Eu nunca disse a ele que era corinthiano por sua causa, mesmo assim o agradeço porque aprendi com ele a amar o Corinthians e a paixão de um corinthiano é uma coisa inexplicável. A frase “nunca vou te abandonar” criada pelo departamento de marketing após o rebaixamento à segunda divisão já vive em mim desde sempre, que comecei a amar esse time na pior época de sua história Talvez em minha cabeça de menino e mesmo agora de homem eu acredite que ao demonstrar meu amor pelo time do coração de meu pai, ele, de alguma maneira, entendia que essa era a minha forma de dizer que o amava também.
Por isso, para mim, ser corinthiano é uma questão que vai muito além do futebol, tem a ver com o desejo de ter algo em comum com uma pessoa que me era muito importante mas que de alguma forma, sem explicação, me era inacessível: meu pai. Pois é!